Praguejo todos os dias
por ter nascido fraco
fraco de todos e de tudo
de uma fraqueza acuada
que me nega alegria
Melhor estaria se tivesse berço operário,
proletário que as durezas e amarguras calam,
fazem forte e calejado, não precisando,
ou sem tempo, para chorar....
Não sou!
Moro longe, num mundo bem fugido
onde correr não me basta,
e ficar, muito menos.
Sou um mar cognato de desejos
de morrer e viver.
Vaidoso a ponto de não te escutar;
Desleixado a ponto de me negar;
Sou, contudo,
porque me é dote a fraqueza
e fracos por fracos
permanecem inertes, ertes...
Bem sei que o vazio se apodera.
E bem por isso mais raso fico
Desgostoso bem de ser fraco.
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